O Ramo de Ouro

«Depois de muitos verões, um dia, damos conta de quanto decorreu em vão a nossa força de inventar e decidir; essa força estóica e carregada de advertências mesuradas e que nos legou, como um cofre negro e salitroso, a centúria passada, o homem que nela andou assalariado e nela combateu sob a bandeira aberta. Estranho contratempo o de, antes da morte, começarmos a defender-nos das coisas dormentes, como seja a ideia feita e a sabedoria fatídica dos filósofos. Metade da nossa educação é tributária duma destilação grosseira da Grécia antiga; outra metade é uma experiência quase só nutritiva. E o homem, entre as suas ignorâncias protectoras e os seus desejos pouco mais do que infantis, seca como a erva no campo e dá lugar a outra geração não mais original, não menos cativa.»

Agustina Bessa-Luís - Ensaios e Artigos (1951-2007), Fundação Calouste Gulbenkian, 2017.

 

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