1970Em resposta a um inquérito sobre os seus projectos literários, afirmou: «Comecei a trabalhar numa vida de Santo António, o que preenche na totalidade os meus planos para 1971. (...)»
1973Publica o livro Santo António.
Participa em Israel no III Encontro Mundial de Mulheres Jornalistas e Escritoras. Dessa deslocação resultam os artigos «Oh Jerusalém» e «Terra Santa» (Diário de Notícias) e «O Kibutz» (Diário Popular), publicados à época, que traduzem a reflexão da autora sobre a região.
1975Participou no congresso realizado em Roma pela Associação Internacional para a Cultura Ocidental, dedicado ao tema Cultura do Pós-Comunismo, onde apresentou a palestra de abertura intitulada «Contemplação Carinhosa da Angústia». Este texto deu origem ao título do livro que reúne diversas conferências da autora proferidas em diferentes ocasiões.
No I Congresso dos Escritores Portugueses, realizado na Biblioteca Nacional, em Lisboa, sob a organização da Associação Portuguesa de Escritores, a comunicação de Agustina foi lida por Maria Velho da Costa.
Publicou As Pessoas Felizes, romance em que aborda o 25 de Abril de 1974.
Neste ano foi distinguida com o Prémio Adelaide Ristori, do Centro Cultural Italiano de Roma, em reconhecimento da sua contribuição para a cultura e literatura europeias.
1977Agustina Bessa-Luís manteve-se relativamente afastada da imprensa em 1975 e 1976, retomando em 1977 uma colaboração regular no Jornal Novo.
Escreve para a televisão a peça de teatro Os Cartazes.
O texto biográfico Ana Plácido, da autoria de Agustina, é adaptado para televisão num documentário biográfico, com realização de António Faria.
1978Escreve novamente para a televisão a peça de teatro Querido Kock.
1979Publica o romance Fanny Owen, centrado na figura histórica de Fanny Owen, uma jovem inglesa da aristocracia portuense do século XIX. A narrativa explora o triângulo amoroso entre Fanny, o seu pretendente Camilo Castelo Branco e o seu amigo José Augusto. Combinando factos históricos e ficção, Agustina recria os ambientes sociais e psicológicos da época. Esta obra servirá de base ao filme Francisca, realizado por Manoel de Oliveira.
O conto «O Convidado Debaixo da Mesa», incluído em A Brusca (1971), foi adaptado para televisão na série Contos Tradicionais Portugueses, realizada por João Roque.
Neste ano, o Jornal de Notícias assinalou os 30 anos de vida literária da autora com a realização de colóquios no auditório do próprio jornal.
Tornou-se membro da Academia de Ciências de Lisboa, tendo sido distinguida como Membro Emérito em 2013.
1980 A peça original Xarope de Orgiata, escrita por Agustina, é adaptada para televisão, com realização de Correia Alves.
Agustina Bessa-Luís vence a primeira edição do Prémio de Novelística do P.E.N. Clube Português e o Prémio D. Dinis (Fundação da Casa de Mateus) com o romance O Mosteiro.
Desloca-se à Roménia com o marido, juntamente com João Medina e a sua mulher, com o objectivo de assinar um acordo de cooperação com a União dos Escritores Romenos para a tradução recíproca de obras literárias. A proposta, que previa colaborações entre nativos das duas línguas, acaba por não ser aceite. A visita incluiu uma passagem pela Transilvânia, nomeadamente ao castelo de Bran, região evocada logo na abertura do romance Os Meninos de Ouro. Essa viagem inspira ainda os textos «Drácula» e «A Rua da Corda» (O Comércio do Porto, 1980) e «A Floresta não é Plantar Árvores» (O Liberal, 1990).
1981É realizada a primeira adaptação cinematográfica de um romance de Agustina Bessa-Luís, Fanny Owen, marcando o início de nove colaborações com Manoel de Oliveira.
Foi condecorada como Grande Oficial da Ordem de Sant’Iago da Espada, de Portugal.
1982A convite de Manoel de Oliveira, escreveu o texto para o filme/documentário A Visita, ou Memórias e Confissões, concebido para ser exibido apenas após a morte do cineasta, e que viria a ser exibido em 2005.
É distinguida com o Prémio Cidade do Porto.
1983Vence o Grande Prémio de Romance e Novela da APE/DGLB com o romance Os Meninos de Ouro.