Reflexão de maio

«À medida que a natureza se urbaniza, o homem ganha em sensibilidade condutora do prazer, e perde em dons naturais que são os dons dos criadores. Um homem medíocre ama a cidade com a preferência dada às ilusões que o igualam ao talentoso. Não suporta a solidão, o homem mediano, porque ela lhe revela as dificuldades da competição. Assim, no meio dos que triunfam, sente-se como eles e esquece as suas incapacidades.»

(Agustina Bessa-Luís — «O campo, memória das artes», Contemplação Carinhosa da Angústia, Guimarães Editores, 2000)

 

Imagem: Fragmento de cerâmica grega com a assinatura de Agustina.

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