Lançamentos

Agustina Bessa-Luís - Ensaios e Artigos (1951-2007) Recolha e Organização: Lourença Baldaque; Prefácio: José António Saraiva Vols. I, II e III: Edição da Fundação Calouste Gulbenkian

Apresentação da obra Agustina Bessa-Luís- Ensaios e Artigos (1951-2007)

Vai ser apresentada a obra Agustina Bessa-Luís Ensaios e Artigos (1951-2007) que dá a conhecer a faceta periodista da autora, ao longo de 56 anos de colaboração com a imprensa portuguesa, nos mais variados órgãos de comunicação social.
A obra, em três volumes, reúne mais de mil artigos e conta com um prefácio de José António Saraiva.
As apresentações em Lisboa e no Porto estarão a cargo de Lourença Baldaque e de José António Saraiva.
Lisboa, 6 de Fevereiro, Fundação Calouste Gulbenkian, Auditório 3, 18h
Porto, 10 de Fevereiro, Fundação de Serralves, Biblioteca, 18h30
Para mais informações contactar a Fundação Calouste Gulbenkian.
 
Agustina Bessa-Luís - Ensaios e Artigos (1951-2007)
Recolha e Organização: Lourença Baldaque; Prefácio: José António Saraiva
Vols. I, II e III: Edição da Fundação Calouste Gulbenkian


Nova Edição da obra O Manto

 Reedição da obra O Manto de 1961

 No passado dia 14 de Julho deu-se a apresentação da obra O Manto, de  Agustina Bessa-Luís, pela autora Inês Pedrosa, que salientou a  juventude e sapiência da escritora amarantina na escrita de uma obra  tão densa, fazendo ainda um périplo por entre as diferentes  personagens criadas pela autora e suas relações: Manuela, Lourença,  Gracia,  Camilo, Capitão Marcelo, Ângelo e Álvaro Teles.

 O Manto foi lançado pela primeira vez em 1961 pela Livraria Bertrand,  e conhece agora duas novas edições: na Opera Omnia e em edição de  capa brochada ambas da Guimarães Editores.

 A apresentação da obra teve lugar na Livraria Leya Buchholz , em  Lisboa.

 

 

Eugénia e Silvina

Encontra-se disponível a obra Eugénia e Silvina de Agustina Bessa-Luís, nas versões Opera Omnia e capa mole. Publicada no ano de 1990 conhece agora uma revisão de texto a partir do seu manuscrito. Trata-se de um romance que tem como cenário a zona de Viseu e que conta o Crime da Poça das Feiticeiras ocorrido em 1925.

«Em 15 de Maio de 1909, tendo Silvina atingido a maioridade, o pai perfilhou-a. Ela nascera em 1888, seis meses depois de ter morrido Eugénia Viseu. Quando foi ouvida pela primeira vez, na polícia, Silvina tirou cerca de três anos à idade, declarando que tinha trinta e quatro. O fim era obscuro, como o são sempre as pequenas mentiras das mulheres. O crime de que era acusada, ...o escândalo que ia arrastá-la pelas mais sórdidas vielas, focadas pela publicidade, preparou-lhe subitamente o ânimo para aquilo que numa mulher está acima de qualquer submissão: a razão da vedeta.» (Extraído de Eugénia e Silvina, cap. V)

Eugénia e Silvina, Guimarães Editores, 2015.

 

 

Crónica da Manhã (Um Apontamento de Todos os Dias)

Este livro reúne as crónicas lidas por Agustina Bessa-Luís na Radiodifusão Portuguesa, no programa com o mesmo nome e editado pelo jornalista Mário Figueiredo, emitidas entre 06 de outubro de 1978 e 23 de fevereiro de 1979.

Nestas breves crónicas, «o milagre da comunicação pela palavra foi admiravelmente apreendido por “um trabalhador metalúrgico” (ouvinte de Loures), numa carta dirigida à escritora “pelo significado nobre e altruísta da sua crónica de 24-11[nº9]” e a quem faz “votos pela continuação de mais crónicas que como esta irradiem luz e sentido humano”» (introdução).

«A rubrica desta crónica é extremamente inspiradora. Deixa‑me pegar da pena e obrigar a imaginação em tão fantástico desafio! Só que não sei se vou encostar o ouvido ao coração da Esfinge, se vou rever os temas de Chaplin e deitar um olhar afável aos seus vagabundos que se perdem na perspectiva branca da estrada. Mas não. Não sei escrever assim, por conselho, e prévio repouso do espírito. Prefiro divagar de maneira assombrada, como os fantasmas ingleses, com a cabeça debaixo do braço. Isto é: sem cátedra e sem importância.» – Agustina Bessa-Luís

Crónica da Manhã, Guimarães Editores-Contemplações, 2015.

 

 

A Mãe de um Rio editada em CD e livro

Foi editado pela Guimarães Editores o conto A mãe de um Rio, ao qual se junta um CD com esse mesmo texto escrito e dito por Agustina Bessa-Luís. A gravação foi realizada originalmente para a Valentim de Carvalho em 1959, para uma colecção de autores que diziam textos seus. O mesmo conto foi publicado mais tarde no livro de contos A Brusca (1984).

Em 1998 o cineasta Manoel de Oliveira por sua vez realiza o filme Inquietude no qual insere o conto de Agustina, e onde Leonor Baldaque teve a sua estreia como actriz na personagem de Fisalina. O filme conta ainda com a interpretação de Irene Papas no papel de Mãe de um Rio.

No ano de 1959, Agustina viajou pelo planalto da serra, onde visitou Alvite, povoação que lhe inspirou a história fabulosa do mito da Mãe de um rio. Foi nosso guia o poeta Fausto José, que desde a infância conhecia a região devido à caça das perdizes. O que esta história fabulosa tem de estranho é a figura enriquecedora da Mãe e o sentido maternal que nela tem o símbolo da água e do rio.

(Alberto Luís. Introdução à Mãe de um Rio, 2014)

Antigamente, sim, antigamente, a terra tinha a forma quadrada e um rio de fogo corria na superfície. Não havia aves nem plantas, as águas estavam nos ares como nevoeiros cor de ferro e os ventos não as tinham distribuído ainda pelos quatro cantos agudos da Terra. (...) Não existia o trigo nem a mão humana, nem mesmo o sono ou a dificuldade, que foi o segundo grito da criação.

(Agustina Bessa-Luís. A Mãe de um Rio.)



Os Incuráveisna Opera Omnia

Foi editado em Outubro de 2014 pela Guimarães Editores na Opera Omnia a obra Os Incuráveis, publicada pela primeira vez em 1956.

A obra já tinha tido nova edição nos anos de 1985 e 1986, na época dividida em dois volumes (Os retratos e Os irmãos) e retoma agora a versão original num só volume.

Trata-se de uma saga familiar que se desenrola ao longo de 550 páginas, e onde a própria autora se faz representar através da personagem de Maria.

Sobre a obra, no dizer do Padre Manuel Antunes, “Os Incuráveis, este grande, poderoso e estranho romance.” Na obra intitulada Legúmena (Lisboa, Imprensa Nacional, 1987) o mesmo autorconsidera este “Um grande romance. Acaso um dos cinco ou seis maiores romances surgidos em Portugal …”

“Nesse ano, no Douro, Maria absorveu-se a penetrar minuciosamente essa recordação entrecortada, perdida, reatada através de inúmeras memórias, afectivas ou indiferentes, dos que tinham passado ou viviam ainda e que, de algum modo, comunicavam consigo.”

(…)

“E esta obra ei-la incompleta. Quantos finos e significativos rastos humanos escaparam, quantos pensamentos apenas estremecidos ficaram na sua origem! Tanta coisa pequena e morta, tanta coisa imorredoira e desperdiçada!...

Enfim, este livro, mais do que imperfeito, - exacto, porque pessoal -, este livro não acabou. Prossegue através dos corações melodiosos e sem culpa, cumpre-se para sempre nas nossas mãos manchadas de sangue. Enquanto decorrer a véspera do infinito, ele terá actualidade.”

(Agustina Bessa-Luís. Os Incuráveis. Porto, 7 de Junho de 1955)

 

 

Nova edição de A Sibila

No âmbito da comemoração dos 60 anos da publicação de A Sibila (1954) a Guimarães Editores lançou no mês de Outubro na colecção Opera Omnia e em versão capa mole a obra revista. 

Sobre a obra que veio dar o reconhecimento generalizado nas letras portuguesas à autora, Agustina Bessa-Luís referiu em Conferência na Universidade de Granada em 1987: “Eu sempre pensei que a Sibila era a minha tia Amélia, vaidosa e com jeito para coisas de tribunais…”

Oito anos após a publicação de A Sibila, no seu retiro de Esposende, a autora escreveu O Sermão do Fogo retomando a personagem dessa tia de Vila Meã, a quem chamou Amélia, num regresso a uma convivência imaginada.

 “Amélia…enquanto descia as escaleiras de pedra, sentia já um imenso calor nas suas veias, como se ela própria transportasse a soma desse imenso colóquio humano entre limites que ultrapassam em muito os da realidade que nos é dado tocar e perceber.

(Agustina Bessa-Luís. O Sermão do Fogo. Esposende, 7 de Abril de 1962)

 

 

Lançamento da obra Elogio do Inacabado

A Fundação Calouste Gulbenkian acaba de lançar a obra “Elogio do Inacabado” que reúne cinco títulos inéditos da autora Agustina Bessa-Luís nomeadamente “Homens e Mulheres”, “As grandes mudanças”, Coração de água”, “O caçador Nemrod” e “Os meninos flutuantes”.

O livro conta com um estudo introdutório da Professora Silvina Rodrigues Lopes considerando que “Os textos agora publicados integram-se num movimento de questionação da época que dá atenção ao ímpeto que promete prevalecer sobre uma certa desorientação das gerações mais novas e anuncia uma crise que é abertura para algo de inaudito no repúdio da sufocação das relações humanas pela violência do poder enquanto violência quotidiana, disseminada”. (in Prefácio, de Silvina Rodrigues Lopes)

O “Elogio do Inacabado” inicia a colecção Série de Cultura Portuguesa das edições da Fundação Calouste Gulbenkian que propõe a criação de “um lugar próprio reservado aos testemunhos válidos da singularidade e da autenticidade da nossa cultura”. 

 

 

Lançamento da «Correspondência Agustina-Régio (1955-1968)»

Em Março de 2014 deu-se o lançamento do livro Correspondência Agustina-Régio (1955-1968), pela Guimarães Editora.

«Há, nas 58 missivas escritas entre 1955 e 1968 que agora se publicam, um tom confessional – como convém ao hibridismo do género – que permite deslindar aspectos dos perfis biográficos e tensões existentes. […] Agustina surpreende com a faceta de desenhista até agora desconhecida. A sua veia plástica é, por vezes, desconcertante e reveladora do seu lado pragmático. Os motivos dos desenhos são todos alusivos à quadra natalícia.»

in Prefácio de Isabel Ponce de Leão

 

 

Apresentação do conto «Colar de Flores Bravias»

No final de Março e início de Abril de 2014 deu-se a apresentação do conto Colar de Flores Bravias, na Fundação Eng.º António de Almeida e no Centro Nacional de Cultura, pela Labirinto de Letras.

 

  

Lançamento do Caderno de Significados

Em Outubro de 2013 deu-se o lançamento do livroCaderno de Significados, na Colecção Contemplações da Guimarães Editora, com material literário inédito da autora, desde contos, a pensamentos, reflexões e outros pequenos textos.

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